30 de out. de 2011

Vacinas podem ser a nova solução contra câncer

As vacinas terapêuticas são a maior promessa no tratamento do câncer.

>> Sendo usadas durante o tratamento e não de forma preventiva, ela ajuda a combater o tumor carregando antígenos que estimulam a defesa do organismo contra proteínas que, em geral, são parte do material genético do tumor.

Mesmo sendo testadas há décadas, poucas dessas vacinas foram aprovadas. É preciso mais estudos de eficácia. Além disso, elas não são tão acessíveis. Para o câncer de próstata, por exemplo, existe a Provenge, nos EUA, que custa mais de US$ 90 mil cada aplicação e precisa ser manipulada em fabrica.

Há também vacinas contra o câncer de pele mais grave, o melanoma. A ipilimumabe, de aplicação na veia a cada três semanas, quatro doses que estimula os linfócitos T e está em aprovação no Brasil.

Alexandre Palladino, do Centro de Oncologia da Rede D’Or, acredita que as vacinas podem fazer a diferença. “O mecanismo de ação das vacinas é complexo, mas a proposta é aumentar a atividade do sistema imunológico contra o tumor. Por enquanto elas não fazem parte da prática clínica”, diz.

Muitas das terapias imunológicas, como as vacinas complementando a quimioterapia no câncer, hoje são baseadas em celular dendríticas. As vacinas contra o câncer são promissores e possivelmente estarão disponíveis nos próximos anos. Porém, o câncer é uma doença complexa e não tem uma solução única para todos os casos. Ele continuará a ser tratado com quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo e vacina, dependendo de cada caso.

Há vacinas com novos tratamentos oncológicos em dezenas de centros no Brasil. Esses estudos devem ser questionados pelos pacientes e discutidos com os médicos. Isso porque nem todos se enquadram nos critérios para as terapias experimentais.

Fonte: espacosaudedamulher.blogspot.com

Viajar com leucemia


Todos os cuidados a ter para uma viagem segura

Os tratamentos imunossupressores realizados nos casos de leucemia diminuem a resposta imunológica, reduzindo a atividade de algumas das nossas células, sobretudo das que têm uma grande capacidade de divisão e multiplicação. 

O seu efeito pode ser mais marcado nas neoplasias do sangue, já que se tenta que limitem o crescimento de células sanguíneas anormais, mas pode afetar também a multiplicação das células necessárias para a defesa do organismo face a agressões externas. 

O risco aumenta se viajamos para zonas diferentes das que estamos habituados e onde pode haver contacto com doenças (sobretudo infeciosas) para as quais não temos defesas. Existem medidas de proteção conhecidas para os microrganismos que provocam a malária, o dengue, a febre amarela, a maioria das diarreias do viajante, o tétano, a poliomielite, a raiva, mas todas requerem um bom funcionamento da resposta imune.

Imunidade
A função das vacinas é obrigar o organismo a produzir anticorpos específicos contra o agente infecioso, sem boa resposta imune, não os produzimos, logo não ficamos protegidos. Os medicamentos preventivos (caso da malária) porque atenuam os sintomas, mas não impedem o desenvolvimento da doença.

As medidas para evitar o contacto com os micróbios (caso das doenças diarreicas) porque a sua eficácia depende muito da forma como o viajante tem consciência do risco. Sem boa resposta imune, os sintomas podem ser mais agudos e evoluir mais depressa para uma doença grave.

Escolher o destino

As pessoas com doenças oncológicas podem e devem viajar, mas devem escolher criteriosamente os destinos, dependendo da fase da doença, de terapêuticas atuais ou recentes e das características da doença ou do tratamento. Devem evitar todos os destinos que exigem vacinação, sobretudo com vacinas com vírus vivos, e os que representam risco de transmissão da malária. 

A escolha do destino deve ser feita em conjunto com os especialistas em medicina do viajante e em oncologia, de modo a serem bem definidos os riscos e as estratégias a adotar. O tempo de estada e as condições da habitabilidade no destino são importantes ao equacionar potenciais problemas.

É essencial uma avaliação conjunta dos riscos de cada viagem com os médicos responsáveis pela sua saúde. Em fases menos dependentes de medicação imunossupressora pode ser possível reavaliar os riscos. Os destinos com temperaturas mais extremas (exposição solar, neve) representam riscos menores, desde que com bom senso e cumprindo as medidas de proteção nessas situações.


Texto: Jorge Atouguia (especialista em medicina do viajante)

Novo tratamento para leucemia matará apenas células cancerígenas

Um novo tratamento para leucemia que afeta apenas as células cancerígenas foi apresentado na reunião da Associação de Cientistas Farmacêuticos. Hoje, os tratamentos matam tanto as células que causam o câncer quanto as saudáveis, o que causa alguns efeitos colaterais no paciente, como fadiga, perda de cabelo, náuseas e depressão.
O líder do estudo, Peter A. Crooks, e sua equipe da Universidade de Arkansas, desenvolveram um potente composto que impacta apenas as células cancerígenas, e as matam quatro horas mais rápido do que os tratamentos comuns.
As moléculas usadas para criar este agente são estruturalmente similares ao composto encontrado nos tratamentos utilizados para tratar verrugas, pois eles impedem o crescimento celular.
O agente é capaz de atingir as células cancerígenas antes que elas amadureçam, portanto os que estiverem com a doença no estágio inicial poderão erradicá-la rapidamente. Esse procedimento será vital para o tratamento da leucemia mielóide aguda, que evolui com velocidade quando o tratamento não tem início imediato.
De acordo com Cooks, a próxima fase consiste em testar o tratamento animais e identificar métodos eficazes.

Chapecoense deu nome a Lei estadual que incentiva a doação de sangue e medula óssea

Nos olhos e palavras das pessoas que acompanhavam o ato de apresentação da Lei Patrick misturava-se sentimentos de saudade e esperança. A Lei 15.449/2011,que estabelece a última semana de junho,para de intensiva campanha de doação de sangue e medula óseea, é uma homenagem ao chapecoense Patrick Groth.O jovem lutou diversos anos contra leucemia, mas faleceu em junto do ano passado. O Ato de homenagem e apresentação da Lei ocorreu na Câmara Municipal de Chapecó. Uma proposição dos Deputados Estaduais Padre Pedro Baldissera e Antônio Aguiar, com a colaboração do vereador chapecoense Sergio Bráis Ziliotto.

Erica Konzen Groth, mãe de Patrick, se emociona ao recordar do filho. Ela conta que no período em que aguardavam por uma doação compatível, o filho sempre pensou em ajudar as demais pessoas que também sofriam da doença. “Meu filho sempre dizia: Mãe se nenhuma dessas medulas for pra mim, que seja para os outros, olha quantos tem ao meu redor. Ele sempre foi um rapaz de muita fé e garra. Ele lutou por um doador e não encontrou, mas agora o nome dele vai motivar e conscientizar o ser humano da importância da doação”, relata.

A campanha mobilizada em torno de Patrick conscientizou centenas de pessoas que foram até o Hemosc para serem doadores. De acordo com dados do Hemosc, o número de cadastros de medula óssea nos meses de junho e julho do ano passado passou de 80 para 350 mensais.

Para a mãe, todas as pessoas deveriam ser doadores a partir do momento em que nascem, pois o ato que significa um incômodo passageiro para o doador, representa a chance de viver para o paciente. A lei que leva o nome de Patrick foi assinada pelo governador do estado no dia 31 de agosto, data do aniversário da mãe de Patrick. “É uma grande honra para nós da família. Foi um presente que vai me deixar feliz por toda vida”, enfatiza Erica.

O ato foi marcado por muita emoção e solidariedade. Famílias que passaram por situações e histórias semelhantes à de Patrick, estiveram presentes e enfatizaram a importância da conscientização da sociedade em ser doador. Para o vereador Sergio Bráis, Patrick foi um exemplo de luta que merece ser lembrado e deve servir de incentivo a doação. “Um pequeno gesto pode representar a vida para muitas pessoas. Patrick nos deixou uma missão, a de lutar para aumentar o número de doadores de medula. Esperamos que essa lei, que leva o nome do jovem, possa salvar muitas vidas”.