30 de out. de 2011

Chapecoense deu nome a Lei estadual que incentiva a doação de sangue e medula óssea

Nos olhos e palavras das pessoas que acompanhavam o ato de apresentação da Lei Patrick misturava-se sentimentos de saudade e esperança. A Lei 15.449/2011,que estabelece a última semana de junho,para de intensiva campanha de doação de sangue e medula óseea, é uma homenagem ao chapecoense Patrick Groth.O jovem lutou diversos anos contra leucemia, mas faleceu em junto do ano passado. O Ato de homenagem e apresentação da Lei ocorreu na Câmara Municipal de Chapecó. Uma proposição dos Deputados Estaduais Padre Pedro Baldissera e Antônio Aguiar, com a colaboração do vereador chapecoense Sergio Bráis Ziliotto.

Erica Konzen Groth, mãe de Patrick, se emociona ao recordar do filho. Ela conta que no período em que aguardavam por uma doação compatível, o filho sempre pensou em ajudar as demais pessoas que também sofriam da doença. “Meu filho sempre dizia: Mãe se nenhuma dessas medulas for pra mim, que seja para os outros, olha quantos tem ao meu redor. Ele sempre foi um rapaz de muita fé e garra. Ele lutou por um doador e não encontrou, mas agora o nome dele vai motivar e conscientizar o ser humano da importância da doação”, relata.

A campanha mobilizada em torno de Patrick conscientizou centenas de pessoas que foram até o Hemosc para serem doadores. De acordo com dados do Hemosc, o número de cadastros de medula óssea nos meses de junho e julho do ano passado passou de 80 para 350 mensais.

Para a mãe, todas as pessoas deveriam ser doadores a partir do momento em que nascem, pois o ato que significa um incômodo passageiro para o doador, representa a chance de viver para o paciente. A lei que leva o nome de Patrick foi assinada pelo governador do estado no dia 31 de agosto, data do aniversário da mãe de Patrick. “É uma grande honra para nós da família. Foi um presente que vai me deixar feliz por toda vida”, enfatiza Erica.

O ato foi marcado por muita emoção e solidariedade. Famílias que passaram por situações e histórias semelhantes à de Patrick, estiveram presentes e enfatizaram a importância da conscientização da sociedade em ser doador. Para o vereador Sergio Bráis, Patrick foi um exemplo de luta que merece ser lembrado e deve servir de incentivo a doação. “Um pequeno gesto pode representar a vida para muitas pessoas. Patrick nos deixou uma missão, a de lutar para aumentar o número de doadores de medula. Esperamos que essa lei, que leva o nome do jovem, possa salvar muitas vidas”.