30 de abr. de 2010

Doar.

Dr. Fabron, Regina Ruete (FAI) e Eder Ruette:
palestra informou alunos sobre a doação de Medula Óssea.

Doar medula óssea é algo simples, indolor – exige apenas uma anestesia local – e pode salvar muitas vidas. Essa constatação tem levado muitas pessoas a se inscreverem no cadastro nacional de doadores, a fim de amenizar o sofrimento de inúmeras pessoas que estão na fila para receberem uma nova medula.
Com a preocupação de facilitar o acesso a esse cadastro é que a FAI – Faculdades Adamantinenses Integradas e o Banco de Sangue de Adamantina, ligado à Santa Casa, estão realizando uma grande campanha de cadastro de medula óssea. O projeto teve início no dia 25 de abril, na FAI, com uma palestra do médico Antônio Fabron Junior, do Hemocentro de Marília, que explicou aos alunos sobre o processo de doação.
O primeiro passo é ter entre 18 e 54 anos, estar em bom estado de saúde - ou seja, não ter doença contagiosa, nunca ter tido câncer, hepatite B ou C e não usar insulina. O doador deve então, junto ao banco de sangue, realizar a coleta de 5 ml de sangue, a fim de que seja extraído o material genético (HLA), que será cadastrado de acordo com os dados constantes nos documentos do voluntário doador.
Esses dados ficarão no chamado REDOME - Registro de Doadores Voluntários de Medula, que é um banco de dados nacional. A partir daí, quando surgir um paciente compatível geneticamente, o doador poderá ser convidado fazer a doação.

Doação é indolor -Segundo a Dra. Mara, voluntária do Hemocentro de Marília, o procedimento, no caso de doação, é muito tranqüilo e indolor. A doação pode ser feita de duas formas: por pulsão ou por meio de um aparelho chamado aférese. No caso da primeira opção, é feita uma pulsão na região do osso da bacia. “Esse procedimento dura no máximo 40 minutos, e é utilizada a anestesia local, sem risco algum para o doador. Em 12 horas a medula está recomposta e o doador tem vida absolutamente normal no dia seguinte”, diz. Ela explica que nesse caso exige-se uma internação de 24 horas, em função da anestesia.

A aférese é uma máquina que realiza um sistema de filtragem, parecido com o da hemodiálise. O doador recebe um medicamento para estimular a proliferação de células e a máquina filtra o sangue pelas veias dos dois braços. Em quatro horas o material está coletado e o doador liberado para suas atividades cotidianas.
“Salvar vida é algo mágico, maravilhoso”, comenta a Biomédica e Coordenadora Administrativa da FAI, Regina Ruete. “O transplante de medula óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemias e outras doenças do sangue”, completa. Daí a importância de se aumentar cada vez mais o número de doares potenciais.
A campanha para o cadastro, em Adamantina será realizada em dois locais, no dia 6 de maio: Campus II da FAI e no Banco de Sangue da Santa Casa, das 9h às 21h.

Bon Jovi

NEW YORK - Jon Bon Jovi passou seus 21 º aniversário de casamento fazendo o que ele faz de melhor - em performance.

O roqueiro foi o entretenimento para a noite de gala da quinta-feira para DKMS, que ajuda a encontrar doadores de medula óssea para pacientes de leucemia. Bon Jovi estava lá com sua esposa, Dorethea.

Eu cantei alguns dos maiores sucessos de sua banda, como "Livin 'on a Prayer". Ele diz que não mente ", cantando uma canção para ajudar a aliviar a carga por um minuto."

Island Def Jam presidente Antonio "L.A." Reid foi homenageado no evento, que arrecadou mais de $ 1.7 milhões.

Halle Berry também estava lá. Ela diz que está esperando a chance de ser um doador de medula óssea. Ela diz: "Ser mãe, eu sei a importância de salvar a vida de nossos filhos ... Espero receber aquela ligação."

Faltam doadores de sangue e de medula óssea

Faltam doadores de sangue em Sobral. A informação é do setor de captação de doadores de sangue do Hemocentro Regional de Sobral. A enfermeira Gleuba Matos, uma das responsáveis pelo setor, informou que cerca de 70% do sangue que é captado vem de coletas externas realizadas em outros municípios da zona Norte. Sobral é responsável apenas por 30% das bolsas coletadas; e muitas destas bolsas são coletadas em campanhas desenvolvidas por empresas parceiras. A situação em relação aos doadores de medula é ainda mais drástica.

O Hemocentro Regional quer intensificar a coleta de sangue junto à população para ampliar o estoque. Nesse período, no primeiro semestre do ano, há uma baixa tradicional na quantidade de doações por conta das chuvas que trazem doenças e muitas vezes impedem as pessoas de ir ao Hemoce doar. Além disso, com a proximidade da Copa do Mundo, também aumenta a evasão dos doadores. E as festas juninas trazem outra preocupação: um maior número de acidentes com fogos de artifício, provocando acréscimo na demanda por transfusões nos hospitais da rede pública.

“ Infelizmente os sobralenses, apesar de serem os mais beneficiados com estas bolsas de sangue que são coletadas, são os que menos doam sangue para o Hemoce. Parece até egoísmo. O sobralense demonstra ser uma pessoa tão solidária, mas na hora de doar sangue, ele não comparece, e acaba nos deixando em vermelho, literalmente”, falou Gleuba Matos, enfatizando que, para tentar mudar este quadro, o Hemoce vem procurando intensificar, o ano inteiro, campanhas educativas de incentivo à doação de sangue em escolas, empresas e indústrias da cidade.

O Hemoce de Sobral está realizando um trabalho de atualização dos cadastros de doadores voluntários para ter uma real situação dos doadores. Gleuba Matos disse que muitos desses doadores, depois das primeiras doações, acabam deixando de frequentar a unidade. Em casos emergenciais, é preciso ligar para estas pessoas.

“Quando o nosso banco de sangue está bem abaixo do necessário e que se aproxima algum feriado que requer um estoque maior, nós ligamos para estes doadores e reforçamos o convite para que eles venham e façam as suas doações de sangue. Vale tudo para evitar um possível caos no Hemocentro Regional de Sobral, nem que, para isto, a gente precise fazer esta comunicação por telefone”, disse Gleuba Matos.

Ela enfatizou também que a falta de informação é o maior vilão que tem afastado os doadores de sangue. Mentiras como doar sangue vicia, emagrece ou engorda, afina ou engrossa o sangue, tem dificultado a adesão de mais novos doadores.

“Quem não conhece é como quem não ver. Estas fábulas que foram inventadas acerca da doação de sangue têm, sim, contribuído para o afastamento dos doadores ou a chegada de novos doadores ao Hemoce. É preciso que a pessoa entenda que doar sangue, além de ser simples e rápido, é um gesto de solidariedade à vida que precisa. Convidamos os sobralenses a virem ao Hemoce, apenas para ouvir e ver sobre a doação de sangue. É muito simples, e este gesto pode salvar uma vida”, falou Gleuba Matos.

Medula óssea

A situação em relação aos doadores de medula óssea é ainda mais drástica em Sobral. A estimativa é de que durante todo o ano de 2010 sejam feitos até 100 mil novos cadastros. Até o mês de abril, 61 mil cadastros já foram feitos. Sobral representa cerca de 7% dos cadastros realizados em todo o Estado, o que é considerado muito pequeno.

“Precisamos de muito mais novos doadores em Sobral. Em linhas gerais, Sobral representa um pequeno ponto e muito mais precisa ser feito. E com isto, contamos com a solidariedade dos sobralenses. O cadastramento é simples e pode ajudar a salvar várias vidas”, falou Neusa Negreiro, responsável pelo setor de cadastramento de doadores de medula óssea.

Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias. Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.

O Hemocentro Regional de Sobral informou que os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante. Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.

Palestras sobre campanha de medula óssea serão realizadas esta semana, na Câmara

Por: Assessoria de Imprensa Câmara Municipal da Estância de Atibaia

Serão realizadas esta semana duas palestras na Câmara sobre a Campanha de Possíveis Doadores de Medula Óssea, que está sendo organizada pela Ordem Demolay de Atibaia (Capítulo Danilo Edmir Trevisan) - sociedade paramaçônica juvenil - com apoio do vereador Dr. José Paulo Teixeira, que é médico atuante na cidade há quase 30 anos. As palestras acontecem dia 4 e 5, no plenário do Legislativo, a partir das 19h.

Segundo o Instituto do Câncer, mil pessoas no Brasil procuram o transplante de medula óssea no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. Para se tornar uma doadora, qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde pode se candidatar. A medula é retirada de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias. Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente. Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado, que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.

Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação. Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em 100 mil. "É justamente a questão da compatibilidade que torna isso tão problemático. Além de contarmos com um cadastro pequeno, a probabilidade do candidato se tornar doador, é baixa", explica José Paulo. Segundo dados da Ordem Demolay, enquanto nos Estados Unidos o cadastro de doadores de medula óssea conta com 9 milhões de pessoas, no Brasil o número não chega a 2 milhões.

CADES

A Associação CADES, através do Núcleo de Saúde vai organizar uma 2ª Recolha de Medula...desta vez, no Concelho de Águeda!

Dia 19 de Junho (Sábado), no Ginásio Clube de Águeda (GICA). 9h/13h-14h/17h.

No Concelho da Mealhada, o Núcleo de Saúde da CADES conseguiu 250 potenciais dadores...ajudem-nos a ultrapassar este valor...por alguém que precisa...de TODOS NÓS!

Cabreuvanos se sensibilizam com Campanha de doação de medula óssea

Quase mil pessoas participaram da Campanha de medula óssea para ajudar o garoto Luciano Bonfá, de 7 anos, que sofre de anemia Aplástica (uma doença semelhante a Leucemia), no sábado, 17, no Centro de Cultura e Lazer Sílvia Covas.

A Campanha foi um sucesso na cidade, mobilizando centenas de pessoas que fizeram questão de participar e doar uma amostra de sangue para a análise do grau de compatibilidade com o garoto Luciano Bonfá, que precisa do transplante de medula com urgência.

Os tios do garoto Adriane e Castrinho estão em campanha há vários meses para ajudar o menino. A Associação da Medula Óssea do Hemocentro da Santa Casa de São Paulo, conhecida como ‘AMEO’, coordenou toda a Campanha que também teve o apoio da Prefeitura de Cabreúva, do Rotary Clube e de várias pessoas, entidades e políticos cabreuvanos que se sensibilizaram com a causa.

Fonte: Prefeitura de Cabreúva

Projeto de doação de sangue e medula óssea quer arrecadar 3 mil bolsas no Pará

Belém, PA ... [ASN] Com o objetivo de incentivar a doação de sangue na capital paraense, foi lançado na ultima quarta-feira, dia 28 de abril, a edição 2010 do projeto “Vida por Vidas”, uma campanha de doação de sangue idealizada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia e que, no Pará, tem a parceria do Governo do Estado do Maranhão e da fundação Hemopa.

A campanha tem como meta coletar aproximadamente 3.000 bolsas de sangue na região do baixo amazonas. Todo o sangue que coletado será destinado ao centro de hemoterapia e hematologia do Pará (Hemopa). Além do sangue, os doadores são orientados sobre outro tipo de ato de solidariedade que é relacionado à doação de medula, cujo banco de dados no Pará ainda é muito reduzido. Após a doação de sangue, quem quiser pode se cadastrar no banco de dados nacional de doação de medula.
De acordo com a representante do Hemopa, Jussiara Farias, o projeto “Vida por Vidas” é considerado como uma das principais atividades para estimular a doação de sangue no Pará. “O nosso estado está entre os últimos no quesito doação de medula óssea, e essa iniciativa servirá de divulgação e quebrará muitos paradigmas”.
O Coordenador do projeto para a região do baixo amazonas, pastor Renato Seixas ressaltou a importância deste projeto. “Estaremos realizando a quinta edição do projeto no Pará, entre os dias 1º de maio e 19 de junho, estaremos agregando a campanha de doação de medula óssea. Infelizmente há um número reduzido de doadores de medula óssea e, por outro lado, são muitas as pessoas portadoras de determinadas doenças hematológicas, como a leucemia, que necessitam dessa ajuda”.

Portugal é o segundo país europeu em registo de dadores de medula óssea

Portugal é o segundo país europeu em registo de dadores de medula óssea e o quarto país a nível mundial. A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) quer ter 270 mil inscritos até Dezembro, avança a RTP.

Surgem três novos casos de leucemia por dia e mil todos os anos. E destes cerca de 50% precisam de um transplante de medula óssea para sobreviverem.

Para se ser dador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 45 anos, pesar no mínimo 50 quilos e ser saudável.

EM TEMPO adere campanha de medula óssea

A campanha de mobilização para doação de medula óssea, iniciada pela família da paciente Rishelly de Souza Silva, 6, ganha reforço do Grupo Raman Neves de Comunicação. A partir de hoje o jornal EM TEMPO participa e incentiva os leitores a colaborarem para o aumento do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Um gesto simples, que pode salvar vidas.
Para se cadastrar como doador será necessário um simples exame de sangue. Essa amostra passa por um teste de laboratório denominado HLA (Antígenos Leucocitários Humanos), o qual determina as características genéticas do candidato a doador de medula óssea. Todas essas informações já estão disponibilizadas pela Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), junto ao Redome, para consulta em todo o Brasil. Qualquer pessoa com boa saúde, entre 18 e 55 anos, pode ser candidata a doar medula óssea.
Quando uma paciente precisa do transplante, os médicos consultam o banco de dados verificando a compatibilidade entre o paciente e o registro de todos os doadores cadastrados. Se for encontrado um candidato compatível, este será convidado a fazer novos exames. E se o perfil coincidir com o do paciente, o voluntário decide se realmente quer efetuar a doação.
A pequena Rishelly é apenas uma entre centenas de pacientes que aguardam por um transplante em todo país. A Campanha Extraordinária de Cadastro de Doadores de Medula Óssea no Amazonas já aguarda doadores para ampliar o cadastro. Hoje, o Hemoam espera um grande público para se cadastrar no registro nacional. O exame para reconhecimento é simples e rápido e pode ser feito entre às 13h30 às 17h, no bloco A da Instituição.

Família busca ajuda

Os familiares de Rishelly, 6, que encontra-se em tratamento para Leucemia Mieloide Aguda (LMA), no Hemoam, estão em campanha de cadastro de doadores voluntários de medula óssea. Desde dezembro de 2009, a menina luta contra a doença e há três anos iniciou acompanhamento na unidade de saúde para Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) — uma doença autoimune adquirida — e está em estado grave por conta da leucemia desenvolvida. Sua única esperança de vida é o transplante de medula óssea.
Segundo a tia de Rishelly, Soraia Silva Rodrigues, sua sobrinha é uma guerreira. “Ela é filha única. O pai faleceu há 5 anos e nenhum familiar nosso foi compatível. Sua única chance de sobrevivência é conseguir um doador no banco de voluntários. Já tentamos todos os familiares. Infelizmente não conseguimos. Sei que o povo amazonense é solidário e vai nos ajudar, não só a minha sobrinha, mas todas as pessoas que estão na fila”, comentou.
A coordenadora do Redome no Amazonas, médica Socorro Sampaio, disse que os familiares estão mobilizando amigos da família. “Eles estão na luta para conseguir o maior número possível de candidatos cadastrados, uma vez que a paciente não obteve a resposta desejada no tratamento quimioterápico. A única chance de cura é encontrar um doador compatível”, destacou.

Caxias

A Prefeitura de Duque de Caxias, o Hemorio e o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense (Cisbaf) vão realizar o primeiro grande evento para cadastrar doadores de medula óssea da Baixada. O evento vai acontecer no dia 5 de maio, na Praça do Pacificador, no Centro de Caxias, entre 9h e 15h. O transplante de medula óssea é o único tratamento para certos casos de leucemia, uma doença cuja maior característica é o aumento anormal do número de glóbulos brancos na medula, a tal ponto que pode impedir a produção de sangue no paciente e levá-lo à morte.

De acordo com Regina Lacerda, responsável pelo projeto de cadastro externo de doadores de medula óssea do Hemorio, a equipe estará preparada para registrar no dia até 1.500 novos doadores.

- É importante termos uma boa amostragem de doadores da Baixada Fluminense, uma região com mais de 3,5 milhões de habitantes. As chances de um paciente que precisa de transplante encontrar um doador compatível é de uma em cem mil. Quanto mais doadores existirem da região que ele nasceu, maiores são as chances de encontrar uma medula compatível - declarou Regina.

No cadastramento será apenas recolhida do braço do futuro doador uma pequena amostra de sangue para identificar suas características genéticas. Para ser um doador, a pessoa tem de ter entre 18 e 55 anos incompletos, estar bem de saúde e levar consigo um documento com foto (carteira de identidade, de motorista ou profissional).

Colheita de sangue para encontrar dadores de medula óssea

Chama-se Sofia Domingues Fonseca, tem dez meses e sofre de uma doença muito rara para a sua idade - leucemia mielóide crónica (LMC). Esta doença caracteriza-se por um excesso de glóbulos brancos no seu sangue.

Está a iniciar a quimioterapia, mas este tratamento não é suficiente. A única esperança é encontrar um dador de medula óssea.

Só tem de ter entre 18 e 45 anos, ser saudável, mínimo 50 quilos, e nunca ter recebido uma transfusão de sangue. Inicialmente só se tem de dar um pouco de sangue. Caso se ache a compatibilidade, o dador é depois

chamado para fazer mais alguns testes.

Vai ser feita uma recolha no Hospital das Caldas da Rainha, para tentar encontrar um dador compatível com a pequena Sofia.

O estabelecimento "Comsumos Mediterrâneos", junto ao CCC, nas Caldas da Rainha, está a divulgar esta campanha de recolha de medula óssea, a realizar dia 2 de Maio, das 9h às 16h, no serviço das consultas externas.

Na mesma altura será feita recolha para outro caso - Jorge Manuel Gomes Jacinto, com 56 anos.

Há cinco anos que foi diagnosticada uma fibrose na Medula Óssea, cuja solução passa por um transplante. Desde então que me submeto a transfusões de sangue, cada vez com maior frequência, sempre na expectativa de que um dador compatível apareça”, relata.

Doação de Órgãos e Mobilização Pessoal

As campanhas para sensibilizar a sociedade em favor da doação de órgãos, apesar do efeito e do aumento nas taxas de doadores e de órgãos transplantados, apenas amenizam a questão das intermináveis filas de espera que os receptores enfrentam por meses, anos ou até o fim da vida. O percentual de morte nas filas de espera ainda é alto, e tempo, neste caso, é realmente crucial.


É interessante perceber, depois do muito que se fala sobre o ato de solidariedade que é a doação, que o pensamento dos cidadãos tem realmente mudado, e a disponibilidade para a doação, nos discursos, cresceu animadoramente. O Calcanhar de Aquiles é justamente o ato de transformar o pensamento em ação, visto que as mobilizações ocorrem em percentual bem mais baixo. Acredito que, em parte, isto acontece porque o desejo de ser doador não é seriamente expressado à família, que é quem autoriza ou não a doação de órgãos. Quantos de nós já asseguramos com nossos parentes que iremos ser, de fato, doadores de órgãos?


Decerto, há muito que se evoluir neste ponto crucial da consciência humana, para que possamos pensar na necessidade (e diga-se aqui, extrema necessidade) do outro, sem que precisemos experienciar em família a angústia de ver um parente ter a chance de viver e ter que esperar um ato de vontade. A evolução da medicina, trazendo chances de prolongar vidas, depende ainda de uma mudança de conceito por parte da sociedade. É complicado alterar padrões de comportamento, quando o ato envolve um momento crítico, de perda, onde os parentes em sofrimento precisam expressar, junto com sua dor, ato de suprema generosidade. Mas é possível, é viável, e cada ato de conscientização pode valer uma vida.


Além dos órgãos que só podem ser doados em caso de morte, existem os órgãos sólidos que podem ser doados em vida, como rim, parte do pulmão, fígado e pâncreas, e também a medula óssea. No Brasil, a legislação permite a doação de órgãos entre cônjuges e parentes até quarto grau. Além desse grau de parentesco é necessário uma autorização judicial. Para a doação de medula óssea, o cidadão doador pode ser cadastrado como doador voluntário, e fazer parte de um sistema que cruza as informações de compatibilidade com os receptores do Estado, e depois de todo o país. O que atrapalha, é que os mitos de perigo de invalidez (que não procede, já que a medula óssea, que se doa, é diferente da medula espinhal) e de dor no ato da doação, deixam as pessoas receosas. A doação de medula óssea, ao contrário do que se pensa, é um dos procedimentos mais simples entre as doações. E é também a única chance de vida de milhares pacientes com leucemia e outras patologias sanguíneas. Fora isto, no caso de haver compatibilidade, (que por sua vez é raríssimo, já que as chances, no registro brasileiro, são de 1 em 100.000) o doador será consultado e tomará, sozinho, a decisão.


Muito mais do que decisões políticas, seja acerca da Fila Única para receptores, ou da Doação Presumida, já tão debatidas, acredito que a doação de órgãos seja uma questão de decisão pessoal. É claro que nos interessa a administração do sistema de transplante, e que torcemos para que as escolhas dos receptores sejam absolutamente justas, mas o ato individual de salvar vidas é louvável em qualquer instância. E cabe a cada um pensar nos critérios pessoais e traduzir a intenção em atitude.

Nanopartículas protegem contra radiação

As nanopartículas de melanina podem proteger a medula óssea dos efeitos nocivos da radioterapia, segundo os cientistas do Albert Einstein College of Medicine da Yeshiva University, noticia o site UPI.com.

Os investigadores testaram com sucesso a estratégia em modelos com ratinhos e concluíram que a utilização das nanopartículas em pacientes humanos pode ser promissora no futuro.

A radioterapia é usada para matar as células cancerosas e diminuir os tumores, mas a quantidade de radiação deve ser limitada, uma vez que a técnica também danifica as células normais.

A melanina, pigmento natural que dá cor à pele e ao cabelo, ajuda a proteger dos efeitos nocivos da luz solar e pode ter o mesmo efeito contra a radiação.

"A técnica de blindagem dos danos causados às células normais pela radiação permitiria a administração de altas doses de radiação nos tumores, tornando o tratamento mais eficaz", disse a autora do estudo Ekaterina Dadachova.

O estudo foi publicado no International Journal of Radiation Oncology, Biology and Physics.