30 de abr. de 2010

EM TEMPO adere campanha de medula óssea

A campanha de mobilização para doação de medula óssea, iniciada pela família da paciente Rishelly de Souza Silva, 6, ganha reforço do Grupo Raman Neves de Comunicação. A partir de hoje o jornal EM TEMPO participa e incentiva os leitores a colaborarem para o aumento do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Um gesto simples, que pode salvar vidas.
Para se cadastrar como doador será necessário um simples exame de sangue. Essa amostra passa por um teste de laboratório denominado HLA (Antígenos Leucocitários Humanos), o qual determina as características genéticas do candidato a doador de medula óssea. Todas essas informações já estão disponibilizadas pela Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), junto ao Redome, para consulta em todo o Brasil. Qualquer pessoa com boa saúde, entre 18 e 55 anos, pode ser candidata a doar medula óssea.
Quando uma paciente precisa do transplante, os médicos consultam o banco de dados verificando a compatibilidade entre o paciente e o registro de todos os doadores cadastrados. Se for encontrado um candidato compatível, este será convidado a fazer novos exames. E se o perfil coincidir com o do paciente, o voluntário decide se realmente quer efetuar a doação.
A pequena Rishelly é apenas uma entre centenas de pacientes que aguardam por um transplante em todo país. A Campanha Extraordinária de Cadastro de Doadores de Medula Óssea no Amazonas já aguarda doadores para ampliar o cadastro. Hoje, o Hemoam espera um grande público para se cadastrar no registro nacional. O exame para reconhecimento é simples e rápido e pode ser feito entre às 13h30 às 17h, no bloco A da Instituição.

Família busca ajuda

Os familiares de Rishelly, 6, que encontra-se em tratamento para Leucemia Mieloide Aguda (LMA), no Hemoam, estão em campanha de cadastro de doadores voluntários de medula óssea. Desde dezembro de 2009, a menina luta contra a doença e há três anos iniciou acompanhamento na unidade de saúde para Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI) — uma doença autoimune adquirida — e está em estado grave por conta da leucemia desenvolvida. Sua única esperança de vida é o transplante de medula óssea.
Segundo a tia de Rishelly, Soraia Silva Rodrigues, sua sobrinha é uma guerreira. “Ela é filha única. O pai faleceu há 5 anos e nenhum familiar nosso foi compatível. Sua única chance de sobrevivência é conseguir um doador no banco de voluntários. Já tentamos todos os familiares. Infelizmente não conseguimos. Sei que o povo amazonense é solidário e vai nos ajudar, não só a minha sobrinha, mas todas as pessoas que estão na fila”, comentou.
A coordenadora do Redome no Amazonas, médica Socorro Sampaio, disse que os familiares estão mobilizando amigos da família. “Eles estão na luta para conseguir o maior número possível de candidatos cadastrados, uma vez que a paciente não obteve a resposta desejada no tratamento quimioterápico. A única chance de cura é encontrar um doador compatível”, destacou.