12 de jun. de 2010

Apelo pela doação de medula óssea

A Associação Pró-Vita faz um apelo para população do Rio de Janeiro pelo cadastramento para doações de medula óssea. E essa não é a única barreira pela qual a associação esbarra. A instituição, que há 15 anos colabora com pacientes, através do apoio às Unidades Públicas de Saúde, e oferece tratamento e transplante de medula óssea, enfrenta também problemas financeiros.

Uma das pacientes que faz o tratamento com apoio da instituição é a menina Melyssa, de 5 anos. Moradora de Campos, a criança já fez seis blocos de quimioterapia, através do Instituto Nacional do Câncer (INCA), e em duas vezes foi parar na UTI. Ela sofre de Leucemia Linfóide Aguda (LLA) e linfomas nos rins e fígado.

Durante os períodos de quimioterapia, Mel sai de Campos para o Centro do Rio, na sede do INCA, e fica internada durante 5 dias para a realização do procedimento, que no seu caso é apenas paliativo. A única chance real de cura é encontrar um doador compatível de medula óssea. A mãe de Melyssa, que trabalha como auxiliar de serviços gerais, faz sempre o apelo para que as pessoas realizem o cadastro voluntário de medula óssea. "São somente 4 ml de sangue", diz.

Desde 2007, a menina faz tratamento no INCA (Instituto Nacional de Câncer) e recebe apoio da Pró-Vita. A Associação trabalha atualmente com o INCA, o HEMORIO e os Hospitais Universitários Pedro Ernesto e Clementino Fraga Filho - Fundão. Além de colaborar em vários projetos nas instituições, como bolsas de estudos para pesquisadores da área, aquisição de equipamentos, programas para melhorar a qualidade de vida de pacientes com poucos recursos financeiros, festas temáticas e comemorativas e reformas.

Atualmente, a Pró-Vita trabalha na construção do Centro de Transplante de Medula Óssea, no HEMORIO, colaborando com verba de aproximadamente R$ 175 mil destinada a equipamentos e instalações. Um dos projetos é a doação de cestas básicas para as mães carentes financeiramente que doam o cordão umbilical dos bebês recém-nascidos, na Pró-Matre ou na Maternidade Carmela Dutra, para o banco de cordão umbilical do INCA.

De acordo com o Hemorio, a esperança para pacientes, como a pequena Melyssa, que não contam com a sorte de terem um parente como doador ideal, é garimparem por uma medula compatível entre desconhecidos. Isso só é possível graças ao Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Quando uma pessoa se candidata a doador, sua amostra de sangue passa por um exame, que define suas características genéticas. Estas são lançadas no Redome, que as cruza com as dos pacientes à espera de transplante.

Atualmente, mais de mil pacientes aguardam por um transplante de medula. Por isso, quanto maior a quantidade de doadores cadastrados, maior a chance de se encontrar um doador compatível.

A instituição lembra que o processo de cadastramento é simples e não requer nenhum preparo especial. Basta estar bem de saúde e ter entre 18 e 55 anos (incompletos). As amostras de sangue podem ser realizadas no INCA, que fica na Praça Cruz Vermelha, 23 - Centro (tel.: 2506-6064), de segunda a sexta, das 7:30 às 14:30 e aos sábados, das 8 às 12 horas. No HemoRio, o cadastro é feito às segundas e terças, às 9 horas e num sábado ao mês. É necessário o agendamento prévio pelo telefone 0800 282 0708.

Os interessados em ajudar a Pró-Vita para que ela continue a colaborar com todos esses projetos, podem ligar para o telefone (21) 2206-1615 ou acessando o site www.provita.org.br .