11 de dez. de 2011

Estudo aponta fatores ambientais como risco para câncer de mama

As mulheres poderiam reduzir o risco de câncer de mama se evitassem fatores ambientais, como o tratamento com estrogênio e progestina ou o uso de tabaco, cuja vinculação com os tumores já foi comprovada, informou nesta quarta-feira o Instituto de Medicina de Washington.
O grupo, que faz parte da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, realizou um estudo para determinar o impacto dos fatores ambientais, entre os quais também mencionou o consumo de álcool e os exercícios no risco do câncer de mama.
O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres americanas depois do de pele e calcula-se que uma em cada oito mulheres desenvolverá esse tipo de tumor.
É a segunda causa de morte por câncer entre as mulheres, depois do câncer de pulmão, e a principal causa de morte por câncer entre mulheres de 35 a 54 anos de idade.
"Os estudos também indicam um possível vínculo, mas menos claro até agora, com um maior risco de câncer pela exposição ao benzeno, ao butadieno 1,3, e ao óxido de etileno, produtos químicos comuns em alguns locais de trabalho, nas emissões dos motores que consomem gasolina e na fumaça de tabaco", destacou o artigo.
Os cientistas afirmaram, no entanto, que não se reduzem os riscos de câncer se as mulheres deixarem de usar tintura para o cabelo ou evitarem a radiação não-ionizada dos telefones celulares, já que múltiplos estudos não encontraram uma vinculação com a doença.

28 de nov. de 2011

Luz, em vez de quimioterapia, no tratamento de câncer

Um novo tratamento para matar células cancerígenas usando luz foi desenvolvido e testado em ratos.
O tratamento não mata os tecidos ao redor e pode ser usado em diversos tipos de câncer. Ele é muito mais preciso do que outros tratamentos de luz anteriores, e tem potencial para substituir o uso de quimioterapia e radiação.
Pesquisadores aplicaram uma tinta sensitiva a certas frequências de luz em anticorpos específicos do combate ao câncer. Quando esses partem para combater as células inimigas, a molécula sensitiva à luz faz seu trabalho, danificando o câncer.
Liderados por Hisataka Kobayashi, os pesquisadores escolheram, após vários testes com diferentes moléculas fotossensíveis, a IR700. Ela é ativada em uma zona perto do infravermelho e ainda tem o benefício de ser fluorescente, o que ajuda na localização.
Eles aplicaram a IR700 em três diferentes anticorpos que se ligam a três diferentes proteínas constituintes de células cancerígenas: a HER2, encontrada principalmente nos canceres de mama; a EGFR, nos cânceres de pulmão, pâncreas e cólon; e a PSMA, nos de próstata.
Os pesquisadores afirmam que as células cancerígenas nos ratos (que tiveram os tumores implantados) foram destruídas com a luz infravermelha. Na foto acima, fica evidente que apenas uma aplicação da luz já fez diferença.
Os pesquisadores salientam a importância desse tratamento não afetar outros tecidos, como a radiação e a quimioterapia – os dois mais usados hoje. No caso dos ratos, apenas as células com proteínas relacionadas ao câncer foram mortas.
Mas, é claro, existe muito trabalho pela frente. O grupo afirma que o método promete, mas é preciso ainda avaliar o funcionamento em humanos. Uma das barreiras, por exemplo, é o fato da proteína do câncer de mama usada no estudo estar presente em menos da metade dos casos em humanos.

Protozoário da doença de Chagas é usado para induzir o organismo a lutar contra tumores

O protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, pode ser a nova arma da medicina contra o câncer. Pesquisadores brasileiros conseguiram criar uma vacina contra a doença usando uma variação do micro-organismo incapaz de desencadear a patologia (não-patogênico). Os resultados da pesquisa acabam de ser publicados pela revista científica americana PNAS, uma das mais importantes do mundo.

No artigo, os brasileiros relatam sucesso em experimentos com camundongos para prevenção e tratamento de melanoma, um tipo de câncer de pele. Além disso, os cientistas testaram o Trypanosoma em células humanas in vitro e comprovaram sua capacidade de provocar respostas imunológicas adequadas contra alguns tipos de tumor.

O estudo reuniu cientistas do Centro de Pesquisas René Rachou (CPQRR-Fiocruz), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Ludwig, em Nova York. Para analisar a ação do protozoário, os brasileiros realizaram uma modificação genética, criando um microrganismo capaz de produzir a mesma molécula fabricada por células tumorais: o antígeno NY-ESO-1.

O mecanismo que explica a ação do Trypanosoma é o seguinte: quando o organismo inicia o combate ao protozoário, entra em contato com a molécula tumoral, que passa a ser vista pelo sistema imune como indicador de células com o protozoário. Induzidas, as defesas do organismo passam a destruir as células com a molécula tumoral como se lutassem apenas contra o Trypanosoma.

Como o protozoário da doença de Chagas tende a permanecer de forma crônica no corpo, o agente transgênico poderia garantir um estado de alerta contínuo contra o câncer, que duraria anos.

“É um avanço importante”, analisa o oncologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), Gilberto de Castro Junior. “É uma grata surpresa ver o grupo de imunologia da UFMG, já muito tradicional, publicar em uma revista tão importante como a PNAS”, completa. Segundo ele, o aspecto mais inovador da pesquisa foi usar um parasita que causa uma doença em humanos para infectar células e induzir a resposta contra os tumores.

Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas e um dos autores do trabalho, Ricardo Gazzinelli afirma que, antes de iniciar testes clínicos em humanos, será preciso vencer a resistência em usar um parasita transgênico no combate à doença. Agora, o grupo iniciará testes em modelos mais próximos de humanos. “Testaremos em modelos de melanoma em cachorros”, diz.

Atualmente, segundo Castro Junior, a única vacina em estágio avançado de pesquisa é uma opção contra o câncer de próstata, cujos resultados foram publicados neste ano pela revista científica Nature Medicine. O objetivo dos pesquisadores, afirma, é chegar a uma vacina “que previna contra todos os tipos de câncer.”

Tumores mais letais são menos investigados

A vacina contra o melanoma é a mais pesquisada no mundo na área oncológica, com 40 testes clínicos em andamento, segundo estudo publicado na quinta-feira passada pela Universidade de Michigan, nos EUA. Os autores do artigo criticam o critério usado para definir as prioridades ligadas às vacinas anticâncer: ao escolherem o tipo de tumor, os laboratórios usam como guia o número anual de casos, e não a taxa de mortes que provocam. Entre os tipos mais letais, inclusive no Brasil, estão os tumores de pulmão, mama e estômago.

Segundo os pesquisadores, a estratégia pode limitar os benefícios aos pacientes: ter uma vacina contra um câncer curável é menos vantajoso do que obter soluções para tumores mais letais. Matthew Davis, da Universidade de Michigan, diz que hoje existem cerca de 230 ensaios clínicos para vacinas, contra 13 tipos de câncer. “A falta de conexão entre o desenvolvimento de vacinas e as mortes por câncer significa que essas vacinas podem não servir da melhor forma às necessidades dos pacientes de amanhã.”

25 de nov. de 2011

Caso perdido, homem se recupera de câncer com células-tronco

Após ser considerado um "caso perdido" pelos médicos, um homem de 36 anos que lutava contra um câncer na traqueia conseguiu a cura e vive uma vida normal graças a um transplante a partir de células-tronco. O método, desenvolvido por cientistas da Suécia que conseguiram criar, pela primeira vez, um órgão a partir de células-tronco, foi publicado na edição de quinta-feira da revista científica The Lancet. As informações são do jornal El País.
O câncer de Teklesenbet Andemariam Beyene, morador da Islândia, era considerado incurável pelos médicos. Ele sofria de um tumor que ocupava a parte inferior da traqueia, incluindo ramificações dos brônquios. A quimioterapia não tinha dado resultados e a possibilidade de reconstruir a região atingida com tecidos do próprio paciente não foi possível.
Para curar o paciente, os médicos extraíram as células-tronco da medula óssea, que foram cultivadas em um molde de plástico construído no formato do órgão do paciente. Segundo a equipe médica, esse processo demorou 36 horas. Depois, Beyene foi operado para substituir a parte com tumor pelo molde. Cinco meses depois, Beyene leva uma vida normal. "Claramente esse é o futuro", disse Paolo Paolo Macchiarini, principal autor do trabalho, sobre o potencial das células-tronco.
O tratamento é uma das primeiras demonstrações de uso prático de células-tronco, e, acima de tudo, o primeiro originário de um órgão. Até agora, estas terapias eram desenvolvidas principalmente para ajudar na regeneração de ossos e músculos. O maior benefício da técnica, segundo os pesquisadores, é que o corpo produzido é geneticamente idêntico ao receptor, o que evita o maior problema do transplante: a rejeição.
O impacto deste tipo de pesquisa é tão grande que Gonzalo Varela, vice-presidente da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica, que trabalha como cirurgião no Hospital Clínico Universitário de Salamanca, não hesita em descrever o trabalho de "espetacular". "Vou ter que rever o que eu sei, porque puxa para baixo muitas ideias", diz ele.

23 de nov. de 2011

GRAACC: Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil - 23 de novembro

Talita Lueno Tavares, de 13 anos, e Drielly Evelyn Silva, de 10 anos, têm coisas importantes em comum: há dois anos foram acometidas pelo câncer, mas combateram a doença sobretudo porque foram diagnosticadas precocemente com tempo suficiente de receber todo o tratamento necessário. As pacientes são do Hospital do GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), organização reconhecida pelos expressivos resultados obtidos dentro dos mais avançados padrões científicos, alcançando índices de cura de cerca de 70%, semelhantes aos de instituições europeias e norte-americanas.


“Nós nos preocupamos não só em curar o câncer, mas oferecer todas as condições necessárias para que a criança mantenha qualidade de vida ao longo de todo o tratamento. E para que tudo saia bem, é fundamental o diagnóstico precoce da doença. A partir dele, nosso trabalho é imediato”, afirma o doutor Sérgio Petrilli, superintendente médico do GRAACC e um de seus fundadores.


Em 2009, quando Talita tinha 11 anos, foi diagnosticada com Tumor de Ewing, câncer nos ossos, relativamente raro – cerca de 6% do total dos tumores ósseos malignos. Conforme conta sua mãe, Meire Tavares, tudo começou quando Talita ficou por dias sentindo uma forte dor na coluna que se refletia na perna direita. “Na primeira consulta, o médico do pronto-socorro achou que fosse o peso da mochila que ela carregava da escola e prescreveu um antiinflamatório”.


Após uma semana as dores persistiram e ao voltar ao médico Meire insistiu para que fossem feitos exames mais apurados em sua filha, foi quando Talita passou por uma ressonância e, em seguida, biópsia, e os médicos diagnosticaram o tumor na primeira vértebra sacral (osso grande e triangular, localizado na base da coluna vertebral). Encaminhada ao Hospital do GRAACC, Talita começou a receber quimioterapia imediatamente e paralelamente vieram as sessões de radioterapia.


“Fazer os dois tratamentos juntos – quimio e radio -- foi o ideal, porém ficamos atentos as reações do organismo de Talita, pois sua imunidade poderia cair muito. Mas, felizmente, ela reagiu muito bem ao tratamento e, ao final de 10 meses, já tínhamos uma primeira vitória”, conta a doutora Carla Macedo, oncologista pediátrica do GRAACC. “Para nós foi uma grande alegria tudo ter dado certo: a minha pequena nem precisou ser internada, não perdeu ano de escola porque o GRAACC tem um projeto de estudo no hospital e tivemos acompanhamento com psicóloga, o que nos confortou muito”, diz a mãe.


O Tumor de Ewing traz um risco grande de metástase, ao momento do diagnóstico, em média 25% dos pacientes já têm uma disseminação metastática -- 40% nos pulmões, 30% nos ossos e 10% na medula óssea. “No caso de Talita ainda bem que isso não aconteceu. Hoje a paciente tem acompanhamento médico e faz exames a cada três meses”, diz doutora Carla.


Outra caso de tratamento bem sucedido é o de Drielly, que há dois anos, então com 8 anos de idade, começou a sentir febre alta e dores nas pernas, sem que os médicos conseguissem descobrir a causa. Mas quando manchas vermelhas começaram a aparecer pelo seu corpo (chamadas de petéquias ou sangramentos prolongados resultantes de pequenos ferimentos), os pais não perderam tempo e correram novamente para o médico para solicitar novos exames, inclusive de sangue. Com isso veio o resultado: leucemia. A paciente foi encaminhada ao GRAACC, onde foi internada por uma semana.


“Ao receber a noticia ficamos muito preocupados, mas a médica nos disse que a doença foi diagnoticada a tempo com boas chances de cura”, conta o pai de Drielly, Carlos Alberto da Silva, que trabalha em casa e teve disponibilidade acompanhar todo o tratamento da filha no hospital. “É difícil diagnosticar a leucemia na sua primeira fase, pois seus sintomas -- fadiga, falta de apetite e febre intermitente -- são semelhantes aos de outras doenças típicas da infância. No caso de Drielly ainda bem que seus pais ficaram bem atentos”, explica a doutora Maria Lucia Lee, hematologista do GRAACC.


Drielly recebeu quimioterapia durante seis meses em dias alternados. Depois continuou tomando remédios orais durante um ano. Faz seis meses que ela está livre do tratamento. A princípio, a cura da leucemia requer a erradicação completa das células leucêmicas, o mais precocemente possível. "Na prática, procura-se reduzir o número das células leucêmicas até o ponto em que não mais ocorra a manifestação clínica e laboratorial da doença, tecnicamente definido como estágio de Remissão Clínica Completa (RCC)", afirma doutora Maria Lucia. “O organismo de Drielly reagiu bem aos medicamentos e ela, agora, só precisa vir ao GRAACC para fazer exames de rotina”.

21 de nov. de 2011

Centro de Referência da Mulher, em Roraima, fará campanha de rastreamento de câncer de mama e de útero

O Centro de Referência Saúde da Mulher (CRSM) ultima preparativos para o Dia Nacional de Combate ao Câncer, anualmente lembrado no dia 27 de novembro. Em alusão a data, o Centro promove na próxima sexta-feira, 25, a campanha de rastreamento de câncer de mama e de útero. A ação, com lema “a cura é possível, conhecer é necessário”, começa a partir das 8h, na unidade.

A expectativa é a participação de pelo menos 500 mulheres. Mais de 29 profissionais darão suporte às consultas ginecológicas ou para aquelas mulheres que já possuem o resultado do exame e não conseguiram ainda mostrar ao médico. A ação visa atender também pacientes que precisam fazer o preventivo, além de oferecer palestras de orientação gratuita e exames de mamografias.

De acordo com Hérica Soares, diretora-geral do CRSM, um dos atendimentos ofertados será às mulheres com dores na mama, que farão de imediato a mamografia e será entregue o resultado na hora. “Se o exame acusar alguma alteração, a mulher será encaminhada prontamente ao mastologista, onde ela será tratada e diagnosticada”, explicou.

Já os resultados com nenhuma alteração, Hérica informou que as pacientes farão o preventivo e serão acompanhadas pelas unidades básicas de saúde, por meio de busca ativa do próprio município. “A grande parte dos enfermeiros e médicos dos municípios está capacitado, por meio das palestras realizadas pelo Núcleo do Centro”, assegurou Hérica.

O setor de estatística do CRSM identificou que entre o período de janeiro a agosto de 2010 e 2011, os atendimentos de câncer de mama subiram 3%, sendo que no ano passado foram rastreadas 2.380 mulheres com alteração na mama, e este ano, 2.451 casos.

Enquanto ao câncer de colo do útero, no mesmo período de janeiro a agosto, os números caíram de 4.991 (2010), para 3.521 (2011). “Mesmo com esses números, o câncer uterino é a maior preocupação nas regiões Nordeste e Norte”, esclareceu a diretora.

O câncer de mama é o mais temido entre as mulheres e representa uma das principais causas de morte, principalmente nos países ocidentais.
"Entre as primeiras lesões e o desenvolvimento do câncer propriamente dito, muitas vezes decorrem até 12 anos. Por isso, o exame ginecológico e o papanicolau são tão importantes", frisou Hérica na importância da prevenção.

MAMOGRAFIA

O único aparelho digital de mamografia da região Norte, instalado no CRSM voltou a funcionar a pouco mais de 30 dias. Cerca de 45 pacientes são atendidas por dia. A campanha dará oportunidade, inclusive, às mulheres acima de 40 anos, que nunca passaram por um exame de mamografia, a realizá-lo.

19 de nov. de 2011

Hospital das Clínicas terá mutirão de prevenção ao câncer de pele

O Hospital das Clínicas (HC) da UFMG é um dos parceiros da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD/MG) na Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele 2011. O evento será realizado no dia 26 de novembro, sábado, das 9h às 15h, em diversos postos de atendimento do Brasil. No HC/UFMG o mutirão vai acontecer no anexo Dermatologia, localizado na Alameda Álvaro Celso, 55, bairro Santa Efigênia (em frente ao Supermercado Extra).

O atendimento será por ordem de chegada e todos os presentes serão atendidos pela equipe de profissionais da Dermatologia da Instituição, e passarão por uma triagem. As pessoas que apresentarem lesões pré-malignas e câncer terão consultas e cirurgias agendadas no hospital. Nas edições anteriores da campanha foram atendidas cerca de 1200 pessoas por ano apenas no HC.

O câncer de pele é o tipo mais comum de câncer no Brasil, para homens e mulheres. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 120 mil novos casos foram registrados em 2010.

Parte do Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele, há 13 anos a campanha oferece informação, diagnóstico e tratamento de qualidade gratuitamente. Todas as pessoas com lesões de pele suspeitas como feridas que não cicatrizam, pintas que mudaram de aspecto ou nódulos avermelhados, entre outras, podem procurar o posto de atendimento mais próximo de sua residência que esteja participando da Campanha.

18 de nov. de 2011

Luz infravermelha pode ser arma contra o câncer, diz estudo

Um tratamento com luz infravermelha pode ser uma ferramenta promissora no combate ao câncer, segundo pesquisadores nos Estados Unidos.

O estudo, publicado na revista Nature Medicine, mostra como uma droga poderia ser acoplada a tumores, sendo ativada apenas quando atingida por raios infravermelhos.

O tratamento seria portanto mais preciso do que os atuais, sem danificar tecidos vizinhos.

Atualmente, os tratamentos contra câncer podem ser separados em três categorias: os que usam radiação, cirurgias para a retirada de tumores e o uso de drogas para matar células cancerígenas.

Todos eles apresentam efeitos colaterais negativos e pesquisadores seguem buscando terapias mais precisas.

Neste estudo, os cientistas do Instituto Nacional do Câncer de Maryland, nos EUA, usaram anticorpos que tinham como alvo proteínas nas superfícies de células cancerígenas.

Eles então acoplaram a substância química IR700 ao anticorpo. A IR700 é ativada quando atingida por luz infravermelha, que pode penetrar vários centímetros na pele.

Para testar a combinação, os cientistas implantaram tumores nas costas de camundongos. Eles receberam a droga e foram expostos a raios infravermelhos.

"O volume do tumor foi reduzido significativamente... em comparação com os camundongos não tratados e a sobrevivência foi prolongada", dizem os cientistas.

"O ataque seletivo minimiza o prejuízo para as células normais."

Os autores dizem que a combinação se revelou "uma terapia promissora" para o tratamento do câncer.

14 de nov. de 2011

Seminário discutirá importância da mídia contra câncer

Evento está ligado ao Dia de Luta Contra o Câncer

Um seminário que ocorrerá nos dias 24 e 25 de novembro e discutirá as relações entre a mídia e a prevenção e combate ao câncer colocará jornalistas na mesa de discussão. O 1º Seminário Sergipano Sobre a Mídia e o Câncer será realizado na Sociedade Médica de Sergipe, em Aracaju, e contará ainda com palestras de médicos e professores.

Segundo o oncologista William Nogueira Soares, que promove o evento, o seminário está ligado à comemoração do Dia de Luta Contra o Câncer, que ocorre anualmente no dia 28 de novembro. “O Dia do Câncer foi criado para servir de alerta a população com relação às formas de tratamento e, principalmente, à prevenção e ao diagnóstico preventivo do câncer”, informa o médico.

Juntamente às datas comemorativas, os oncologistas tem utilizado uma ferramenta de grande alcance comunicativo – a mídia – para divulgar informações a respeito dos vários tipos de câncer. “A mídia tem um papel importante na divulgação de métodos que vão fazer o diagnóstico dessas doenças e sua prevenção”, comenta Soares.

O foco principal do evento é trazer informações para os profissionais de mídia – e reforçar que a maior arma contra o câncer é o seu diagnóstico precoce. “A ferramenta da comunicação é um forma de diminuir a quantidade de casos de morte”, informa William Soares. De acordo com ele, a maior parte dos cânceres tem boas chances -- cerca de 70% -- de cura.

A entrada para o evento será trocada por 2kg de alimento até o dia 24 de novembro. Depois dessa data, o investimento será de 3kg.

Dados

Em 2011, serão registrados mais de 500 mil casos novos de câncer, diz Soares. Ao final do ano, aproximadamente 240 mil homens terão descoberto que tem a doença – sobretudo na próstata e no pulmão –, enquanto cerca de 260 mil mulheres terão células cancerígenas detectadas – principalmente nas mamas e no colo do útero. Em Sergipe, estima-se que haverá três mil novos casos em 2011.

8 de nov. de 2011

Rede pública tem centros de referência para câncer, mas acesso é limitado

O tratamento de câncer em hospitais de referência da rede pública do Brasil tem qualidade comparável ao de hospitais privados, mas a oportunidade não chega para todos, segundo médicos ouvidos pela BBC Brasil.

De acordo com os especialistas, centros como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), apesar de serem referências no tratamento, conseguem atender a pouco mais de 5% da demanda nacional.

"O Icesp é um exemplo do melhor que a oncologia poderia ser no Brasil, mas não é a realidade de todas as pessoas. Um doente que chega lá tem o mesmo tratamento que o ex-presidente Lula", disse o oncologista Rafael Kaliks, médico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e diretor científico do Instituto Oncoguia, ONG que se dedica à pesquisa e orientação de pacientes com câncer.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi diagnosticado com câncer de laringe no último sábado e, na segunda-feira, deu início ao tratamento de quimioterapia no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil teve 490 mil novos casos de câncer em 2010. O número de pacientes novos atendidos no Inca foi de cerca de 11 mil. O Icesp atendeu 14 mil novos pacientes, além dos que já se tratavam na instituição.

Centros de excelência

O presidente da Associação Brasileira de Radioterapia, Carlos Manoel Mendonça de Araújo, no entanto, diz que, para além dos centros de excelência, a rede privada ainda oferece tratamentos mais sofisticados.

"Os centros de excelência, que são poucos, podem se dar o luxo de fazer tratamentos tecnologicamente melhores, que provocam menos efeitos colaterais, porque também têm recursos de doações e fundações. Os centros comuns não conseguem fazer esses tratamentos, porque o SUS não paga."

De acordo com o Instituto Oncoguia, o Brasil tem 169 hospitais capacitados para o atendimento a pacientes com câncer pelo Ministério da Saúde, em 22 Estados e no Distrito Federal.

Cerca de oito destes hospitais, segundo os especialistas, podem ser considerados centros de excelência e dois, o Inca e o Icesp, são considerados referência de pesquisa, diagnóstico e tratamento da doença.

Para chegar até eles, no entanto, o paciente precisa ser encaminhado por outra unidade de saúde e passar por uma triagem, que leva em conta fatores como sua localização e os exames que comprovam o câncer.

Qualidade

O câncer de laringe, diagnosticado no ex-presidente Lula, corresponde a 25% dos atendimentos do Instituto Nacional do Câncer, que é considerado a instituição com maior experiência no tratamento deste tipo de tumor na América Latina.

"Tecnicamente, o Inca é uma instituição de excelência, onde se pratica medicina de alto nível, com resultados comparáveis aos melhores centros nos EUA e na Europa", disse o cirurgião Fernando Luiz Dias, chefe do Setor de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Inca, à BBC Brasil.

Apesar de estar sendo realizado em um hospital privado, o tratamento a que está sendo submetido o ex-presidente Lula é conduzido por uma equipe que também inclui especialistas que atuam em serviços públicos, como o Icesp.

Espera

Segundo Fernando Luiz Dias, o paciente do Inca é examinado por diversos especialistas, para que tenha um tratamento elaborado especificamente para seu caso.

"A diferença daqui (para a rede privada) é uma questão burocrática. Lá haveria um grau de conforto maior com relação a horários de consulta e disponibilidade, porque atendemos muitos pacientes", disse Dias.

A oncologista Maria del Pilar, do Icesp, diz que a fila de espera pelos tratamentos pode ser um problema em alguns casos, mas que uma parte dos pacientes escolhe permanecer na instituição mesmo com a possibilidade de fazer o tratamento na rede privada, por meio de convênios.

Segundo um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado na última segunda-feira, o tempo de espera médio para o início do tratamento de quimioterapia na rede pública é de 76,3 dias e somente 35% dos pacientes são atendidos após 30 dias, dentro do prazo recomendado pelo Ministério da Saúde.

Para a radioterapia, é preciso esperar em média 113,4 dias, mesmo nos centros de excelência. Cerca de 16% dos pacientes foram atendidos após o primeiro mês de espera em 2010.

Gargalo

Carlos Manoel Mendonça de Araújo diz que a alta demanda e a falta de equipamentos fazem com que a radioterapia concentre as maiores filas de espera do tratamento de câncer na rede pública.

"A radioterapia é o gargalo do atendimento ao câncer do Brasil, por isso ela está em evidência", disse Mendonça de Araújo à BBC Brasil.

O levantamento do TCU diz que, em 2010, cerca de 35% dos pacientes que necessitariam de radioterapia nas unidades públicas ficou sem atendimento. Segundo o médico, isso acontece porque o Brasil tem um deficit de 200 equipamentos de radioterapia.

De acordo com o DataSUS, o gasto do governo brasileiro com radioterapia nos últimos 12 meses foi de R$ 366 milhões e com quimioterapia, R$ 1,3 bilhão.

"Isso é porque cerca de um terço dos pacientes que precisam de tratamento com radioterapia para ficarem curados mais rapidamente ficam sem se tratar e fazem quimioterapia por um tempo mais prolongado, como tratamento paliativo, ou cirurgias desnecessárias", diz Mendonça de Araújo.

2 de nov. de 2011

No Brasil, máquina destrói câncer de pulmão sem cortes e sem dor

Inédita na rede de saúde pública brasileira, técnica indolor chegou ao Instituto de Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), em São Paulo, Sudeste do país, para tratar pacientes que não podem passar pela cirurgia tradicional, oferecendo mais uma arma eficaz contra o tipo de tumor que mais mata no Brasil e no mundo: O câncer de pulmão.

Agora, eliminar tumores de pulmão sem nenhum corte ou dor para o paciente já virou realidade no Icesp. A tecnologia, inédita no Sistema Único de Saúde do Brasil (SUS), foi testada com sucesso ao longo deste ano em sete pessoas e, agora, é aplicada em indivíduos com contraindicação para a cirurgia tradicional, considerada um procedimento delicado, de recuperação dolorosa.

No procedimento novo, cuja denominação técnica é radioterapia estereotáxica extra-crânio (SDRT, na sigla em inglês), feixes finos e precisos de radiação elevada provocam a necrose das células tumorais. Três sessões de pouco mais de uma hora, aplicadas com intervalo de dois dias, são suficientes para destruir o câncer de pulmão, o tipo de neoplasia que mais mata no Brasil e no mundo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

As sessões de radiocirurgia não provocam dor e o paciente pode sair direto para suas atividades cotidianas. Por enquanto, a técnica só é indicada para pacientes que não têm condições de passar por uma cirurgia tradicional, de acordo com o protocolo adotado internacionalmente para esse tipo de tratamento. Além disso, o tumor deve ter até 5 centímetros de diâmetro e estar afastado de regiões vitais, como o coração.

Enquanto a radioterapia convencional fraciona a radiação e oferece um tempo para o tecido saudável se recuperar, a nova técnica extermina o tecido atingido. "É como se fosse um tiro de bazuca no tumor", diz o médico Rafael Gadia, radioterapeuta do Icesp.

Daí a importância de que o tiro seja certeiro, o que só é possível graças às novas tecnologias. Uma desvantagem apontada pelo profissional é a impossibilidade de fazer uma análise detalhada sobre o tumor, já que suas células são completamente destruídas.

O princípio da radiocirurgia já era usado há mais tempo para tumores no crânio. O problema é que, em outras partes do organismo, ao contrário do que ocorre no crânio, eles tendem a se deslocar com o movimento natural do corpo, como o da respiração. E qualquer imprecisão na técnica pode destruir tecidos saudáveis e órgãos importantes próximos ao tumor.

Os médicos conseguiram aplicar a técnica no pulmão, mesmo com o movimento constante do ar entrando e saindo, graças ao recurso de radioterapia guiada por imagem (IGRT, na sigla em inglês). A física chefe do Icesp, Gisela Menegussi, explica que o primeiro passo do procedimento é a criação de um "paciente virtual" no computador, por meio de um software especializado.

A imagem desenvolvida é baseada em exames de imagem precisos: tomografia e PET-CT. A partir daí, a equipe multidisciplinar faz um estudo para cada paciente com o objetivo de encontrar as melhores rotas para a entrada dos feixes de radiação, que não devem passar por órgãos importantes.

O software calcula, para cada rota simulada, o quanto de radiação que cada órgão envolvido receberá. "A gente sabe que cada órgão pode receber uma quantidade máxima de radiação. Trabalhamos dentro desses limites."

A técnica também pode ser aplicada em casos de oligometástase no pulmão - quando o paciente apresenta um número limitado de recorrências isoladas do tumor. Atualmente, estuda-se a aplicação, com finalidade curativa, da técnica contra o câncer de próstata e, com fim paliativo, para outros tipos de metástase.

O risco a ser considerado é a proximidade do tumor com outros órgãos vitais, que podem receber radiação. Por causa da pouca experiência com a técnica, ainda não se sabe como esses órgãos evoluirão em longo prazo.

Método é restrito na rede particular. Na rede particular de saúde de São Paulo a aplicação da radiocirurgia para câncer de pulmão é restrita. O procedimento é oferecido pelo Hospital Sírio-Libanês, mas, segundo a instituição, por se tratar de um procedimento novo, não conta com a cobertura de seguradoras de saúde. É realizado, portanto, apenas na modalidade particular.

O Hospital Israelita Albert Einstein também aplica a radiocirurgia contra tumores de pulmão. Também no Einstein, por enquanto, esse tipo de procedimento é indicado apenas quando o paciente não pode passar pela cirurgia convencional, já que ainda não foram concluídos estudos científicos comparando a eficácia de uma técnica em relação à outra.

Após a aplicação, o paciente deve ser submetido a tomografias de controle a cada três meses no primeiro ano.

'Saí da cirurgia e fui direto para uma festa', disse a aposentada Sônia Sanches Ramos, de 72 anos, que passou pela radiocirurgia para eliminar um câncer de pulmão há pouco mais de um mês. Sônia disse que saiu da maca robotizada do Instituto de Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) 'direto para uma festa'.

O método, garante Sônia, é completamente indolor. "Não senti nada, nenhuma dor. Nem aflição", diz. Foram três sessões que, contando com o tempo de preparação, duraram cerca de três horas cada. "Tem de ter paciência, demora um pouco e tem de ficar quietinha, sem se mexer."

Desde a radiocirurgia, Sônia tem sido monitorada pelo Icesp e a avaliação preliminar, feita na última sexta-feira, demonstrou que a radiação não afetou nenhum órgão adjacente ao tumor.

O câncer que estava no pulmão de Sônia foi detectado precocemente quando ela fazia um exame de imagem para avaliar outro tumor, que estava em estágio mais avançado, localizado no reto. O diagnóstico da doença foi dado no fim do ano passado e, em março deste ano, após algumas sessões de rádio e quimioterapia, ela passou por uma cirurgia para retirar o tumor no reto.

Avaliada pelos médicos do Icesp, a aposentada foi identificada como uma potencial candidata à radiocirurgia para a retirada do tumor no pulmão. Fez uma série de exames e o procedimento foi marcado. Hoje, totalmente recuperada, ela garante já ter retomado todas as suas atividades, inclusive um trabalho voluntário. "Estou a mil por hora", conta.

Aparelho inventado por mecânico auxilia pacientes com câncer de laringe

Equipamento ajuda na comunicação de quem tem a mesma doença do presidente Lula

Um aparelho inventado por um mecânico de Poços de Caldas facilita portadores de câncer de laringe a falar. Nesta semana, o ex-presidente Lula começou o tratamento de quimioterapia contra a doença. O inventor do equipamento enfrentou um tipo de câncer na laringe, que também atingiu as cordas vocais. No caso dele, apesar do tratamento, ele continuou usando a cânula de traqueostomia. Para falar, era preciso colocar o dedo sobre o orifício do aparelho. Foi aí que o mecânico resolveu estudar sobre o assunto e descobriu que através de um pequeno diagrafma, seria possível falar sem tanto incômodo.

"Eu não ia poder trabalhar mais porque eu ficava com a cânula. Aí como eu era mergulhador, eu fui estudando meu equipamento de mergulho. Isso foi me dando umas idéias de como fazer a válvula", diz o inventor Eduardo Luiz de Carvalho. O aparelho também traz outra vantagem. Por possuir um filtro, ele evita a entrada de microorganismos e sujeira, diminuindo os riscos de infecções. A válvula fonatória foi testada, patenteada e hoje é produzida comercialmente por uma empresa em Poços de Caldas para atender pacientse traqueostomizados.

O câncer de laringe atinge principalmente os homens e é mais comum nos fumantes e em quem consome bebidas alcoólicas. Esse é o tipo de tumor mais comum na região da cabeça e do pescoço. Álcool e cigarro são fatores de risco para o desenvolvimento da doença. O tratamento depende de cada caso. Ele pode ser feito com quimio e radioterapia ou através de cirurgia. Dependendo do tamanho do tumor é necessária a traqueostomia, ou seja, a abertura de um canal na traqueia para a entrada do ar, o que pode resultar na perda da voz.

Além de evitar o fumo e as bebidas alcoólicas, uma forma de se evitar o câncer de laringe é ter uma alimentação rica em proteínas e comer de preferência peixe e frango, além de legumes, verduras e frutas.

1 de nov. de 2011

Tatuí recebe campanha de doação de Medula Óssea

Ameo pretende cadastrar cerca de mil doadores

A Ameo (Associação da Medula Óssea do Estado de São Paulo) realizará nova campanha para cadastrar doadores voluntários de Medula Óssea no dia 19 de novembro, sábado. Os especialistas ficarão orientando e recebendo os voluntários das 10h às 16h na Escola Eugênio Santos, em Tatuí, onde a população poderá também sanar dúvidas sobre os procedimentos necessários para a doação.
Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer) no Estado de São Paulo a previsão de novos casos de leucemia para 2011 é 6,22 para cada 100 mil homens e 5,8 para cada 100 mil mulheres. Na capital paulista, por exemplo, a estimativa para o sexo masculino é a de 430 novos casos e 380 para o sexo feminino. O Estado possui hoje 545 mil doadores cadastrados, sendo que há 1,2 mil pacientes na fila de espera.
Além da dificuldade em encontrar um doador compatível não aparentado, a população ainda sofre bastante resistência com o procedimento pela falta de informação correta. Dados do INCA indicam que existe hoje, no Brasil, 2 milhões 300 mil possíveis doadores para atender cerca de 1800 pacientes porém, o índice de compatibilidade é de 1 para cada 100 mil e a maior dificuldade está na diversidade de raças existentes no país.
O voluntário deve ter de 18 a 54 anos, preencher um formulário com todos os dados pessoais, coletar 10 ml de sangue, ser saudável e não pode ser portador de Hepatite C, HIV + e Câncer. A coleta de medula óssea pode ser feita por meio de punção no osso da bacia ou diretamente da corrente sanguínea do doador por aférese, semelhante a doação de plaquetas.
A coleta da medula óssea não prejudica a saúde do doador, pois a medula se refaz em semanas. Mas, por questão de segurança, fica hospitalizado por apenas 24 horas. Em geral, sente apenas desconforto na região puncionada por três dias e retoma as atividades em uma semana. E depois de seis meses pode doar novamente.

Dúvidas Freqüentes:
Diabéticos podem doar? Sim;
Pessoas com pressão alta podem doar? Sim;
Tem peso mínimo como para os doadores de sangue? Não;
Como posso ser um doador? Pode se dirigir ao hemocentro mais próximo e cadastrar-se.

Campanha de Doação de Medula Óssea – coordenada pela Ameo
Dia 19/11 – sábado, das 10h às 16h
Escola Eugênio Santos – Praça Adelaide Guedes
Telefone: (11) 2176-7000 ramal – 7249 (Ameo) ou
Secretaria Municipal de Saúde – 3305-8855 ramal – 8852 / 3251-9550
Banco de Sangue Fortunato Minghini – 3305-8243

Lucas: transplante no dia do aniversário da mãe

Chegou a hora: o estudante de Ribeirão Pires Lucas Guizzardi, 10 anos, que aguarda desde os 5 por um transplante de medula óssea, será internado hoje, às 8h, no Hospital São Camilo, na Capital. É o início de procedimento arriscado, mas que pode salvar a vida do menino. Lucas sofre de leucemia linfoide aguda, tipo de câncer no sangue, e apenas a nova medula pode reverter a doença.

Antes de recebê-la, porém, é preciso matar a medula doente que está no corpo do menino. Para isso, ele será submetido a altas doses de quimioterapia por seis dias. No sétimo dia, será a vez de receber a medula, que foi colhida no dia 27 de outubro de um doador do Nordeste do País. "Ele vai nascer de novo no dia do meu aniversário", disse a mãe de Lucas, a técnica em gesso hospitalar Rosimar Guizzardi, que completa 37 anos no dia 7.

Entre mãe e filho há um pacto de que, caso Lucas conseguisse realizar o procedimento, a data do transplante seria seu novo dia de aniversário. Ele completa 11 anos no dia 20 de dezembro.

As chances de encontrar um doador de medula compatível são de uma a cada 100 mil pessoas. Lucas encontrou o seu e a expectativa da família é mudar a data do aniversário do menino, simbolicamente, para o dia do transplante.

A vida de Lucas começou a mudar a partir de junho, após sua família realizar, em maio, uma campanha para cadastrar potenciais doadores no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. Foram 1.726 cadastrados apenas neste evento. Além de Lucas, 1.035 pessoas aguardam pelo transplante devido às dificuldades de encontrar um doador compatível, segundo o Ministério da Saúde.

A mãe tinha expectativa de que o transplante fosse realizado rapidamente. No entanto, por orientações médicas, Lucas não pôde se submeter ao procedimento no inverno. Segundo especialistas, as chances de contrair infecções são maiores quando o tempo está mais frio. Com a chegada da primavera, Lucas terá mais chances de vencer a batalha contra a doença.

ORAÇÕES
Rosimar está bastante ansiosa e confiante. "Espero que todos que acompanharam esta história se unam numa rede de orações pelo meu filho". A mãe contou, por telefone, que o menino comemorou ao saber que o grande dia chegou. "Ele está brincando no quarto, pulando na cama com os cachorros."

Lucas só dá trabalho para Rosimar em uma coisa: ele não quer cortar os cachos que cultivou nos últimos tempos. "Quero meu cabelo assim", disse o menino, mesmo sabendo que a quimioterapia vai deixá-lo careca.

Incidência do câncer aumenta em todas as faixas etárias, diz oncologista


Somente neste ano, o Brasil terá quase 500 mil casos de câncer. Os cânceres mais comuns em todas as regiões do Brasil serão o de pele não melanoma, próstata e mama feminina. As informações fazem parte da estimativa de incidência do Câncer no Brasil, produzido pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer) a cada dois anos. A estimativa é uma ferramenta de planejamento e gestão da saúde pública na área oncológica.

“A Organização Mundial de Saúde estima que a incidência do câncer vai dobrar até 2023, principalmente nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento””, afirma o médico oncologista Ricardo Caponero. Para ele, o aumento do número de casos está relacionado à longevidade da população. Como um dos fatores de risco de câncer é a própria idade do paciente - quanto mais velho é maior a probabilidade -, é natural que a incidência seja maior.

De acordo com o Inca, o envelhecimento populacional é mesmo a principal causa de câncer em todo mundo. A esperança de vida da população brasileira, que era de 62 anos em 1980, será de 76 anos, no ano de 2020. Quanto mais a população envelhecer, maior a probabilidade de desenvolver o câncer.

Além do envelhecimento, o tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e ingestão de comidas gordurosas são considerados fatores de risco, além da exposição ao sol sem proteção. O controle do tabagismo poderia evitar cerca de 30% dos novos casos de câncer, proporção que sobe para 35% com uma alimentação rica em frutas, verduras e fibras e pobre em gorduras.

“A incidência aumenta de forma geral, em todas as faixas etárias, por isso temos a impressão de que as pessoas estão tendo câncer mais cedo”, diz Caponero. Neste ano, a população ficou comovida com casos de câncer em pessoas jovens, como o ator Reinaldo Gianecchini, de 38 anos, diagnosticado com um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que se desenvolve nos linfócitos.

No último fim de semana, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva também foi diagnosticado com câncer de laringe. Outro caso que ganhou notoriedade recentemente foi o de Steve Jobs. O cofundador e ex-presidente do conselho de administração da Apple, foi vítima aos 56 anos, de um tipo de tumor pancreático raro, chamado de tumor neuroendócrino, que acomete uma a cada 100 mil pessoas.

Em relação ao tipo de câncer, o de maior incidência é o de pele do tipo não-melanoma. “São 130 mil casos por ano”, diz Caponero. Entretanto, o câncer de maior mortalidade em homens é o de próstata e, em mulheres, é o de mama. O segundo câncer que mais mata é o de pulmão e o terceiro, de colo-retal.

Câncer Infanto-Juvenil

Por ano, são estimados mais de 9 mil casos novos de câncer infanto-juvenil. Assim como em países desenvolvidos, no Brasil o câncer já representa a segunda causa de mortalidade proporcional entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões, de acordo com o Inca. Como a primeira causa são aquelas relacionadas aos acidentes e à violência, podemos dizer que o câncer é a principal causa de mortes por doença, após 1 ano de idade, até o final da adolescência.

As neoplasias mais frequentes na infância são a leucemia, tumores no sistema nervoso central e linfomas.

Diferente do câncer de adulto, o câncer na criança geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação; no adulto, afeta as células do epitélio, que recobrem os diferentes órgãos (câncer de mama e de pulmão). Doenças malignas na infância respondem melhor aos tratamentos terapêuticos atuais.

O diagnóstico e tratamento dos diferentes tipos de câncer, em todas as idades, sofreram expressivos avanços nos últimos 20 anos. Modernos métodos de imagem, análises bioquímicas e métodos de biologia molecular permitem o diagnóstico apurado, acompanhamento adequado e avaliação do prognóstico dos pacientes. O diagnóstico precoce, aliado aos atuais métodos terapêuticos (radioterapia, quimioterapia, cirurgia e transplante de medula óssea) leva a índices de sobrevida progressivamente maiores em casos considerados incuráveis até há pouco tempo.

30 de out. de 2011

Vacinas podem ser a nova solução contra câncer

As vacinas terapêuticas são a maior promessa no tratamento do câncer.

>> Sendo usadas durante o tratamento e não de forma preventiva, ela ajuda a combater o tumor carregando antígenos que estimulam a defesa do organismo contra proteínas que, em geral, são parte do material genético do tumor.

Mesmo sendo testadas há décadas, poucas dessas vacinas foram aprovadas. É preciso mais estudos de eficácia. Além disso, elas não são tão acessíveis. Para o câncer de próstata, por exemplo, existe a Provenge, nos EUA, que custa mais de US$ 90 mil cada aplicação e precisa ser manipulada em fabrica.

Há também vacinas contra o câncer de pele mais grave, o melanoma. A ipilimumabe, de aplicação na veia a cada três semanas, quatro doses que estimula os linfócitos T e está em aprovação no Brasil.

Alexandre Palladino, do Centro de Oncologia da Rede D’Or, acredita que as vacinas podem fazer a diferença. “O mecanismo de ação das vacinas é complexo, mas a proposta é aumentar a atividade do sistema imunológico contra o tumor. Por enquanto elas não fazem parte da prática clínica”, diz.

Muitas das terapias imunológicas, como as vacinas complementando a quimioterapia no câncer, hoje são baseadas em celular dendríticas. As vacinas contra o câncer são promissores e possivelmente estarão disponíveis nos próximos anos. Porém, o câncer é uma doença complexa e não tem uma solução única para todos os casos. Ele continuará a ser tratado com quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo e vacina, dependendo de cada caso.

Há vacinas com novos tratamentos oncológicos em dezenas de centros no Brasil. Esses estudos devem ser questionados pelos pacientes e discutidos com os médicos. Isso porque nem todos se enquadram nos critérios para as terapias experimentais.

Fonte: espacosaudedamulher.blogspot.com

Viajar com leucemia


Todos os cuidados a ter para uma viagem segura

Os tratamentos imunossupressores realizados nos casos de leucemia diminuem a resposta imunológica, reduzindo a atividade de algumas das nossas células, sobretudo das que têm uma grande capacidade de divisão e multiplicação. 

O seu efeito pode ser mais marcado nas neoplasias do sangue, já que se tenta que limitem o crescimento de células sanguíneas anormais, mas pode afetar também a multiplicação das células necessárias para a defesa do organismo face a agressões externas. 

O risco aumenta se viajamos para zonas diferentes das que estamos habituados e onde pode haver contacto com doenças (sobretudo infeciosas) para as quais não temos defesas. Existem medidas de proteção conhecidas para os microrganismos que provocam a malária, o dengue, a febre amarela, a maioria das diarreias do viajante, o tétano, a poliomielite, a raiva, mas todas requerem um bom funcionamento da resposta imune.

Imunidade
A função das vacinas é obrigar o organismo a produzir anticorpos específicos contra o agente infecioso, sem boa resposta imune, não os produzimos, logo não ficamos protegidos. Os medicamentos preventivos (caso da malária) porque atenuam os sintomas, mas não impedem o desenvolvimento da doença.

As medidas para evitar o contacto com os micróbios (caso das doenças diarreicas) porque a sua eficácia depende muito da forma como o viajante tem consciência do risco. Sem boa resposta imune, os sintomas podem ser mais agudos e evoluir mais depressa para uma doença grave.

Escolher o destino

As pessoas com doenças oncológicas podem e devem viajar, mas devem escolher criteriosamente os destinos, dependendo da fase da doença, de terapêuticas atuais ou recentes e das características da doença ou do tratamento. Devem evitar todos os destinos que exigem vacinação, sobretudo com vacinas com vírus vivos, e os que representam risco de transmissão da malária. 

A escolha do destino deve ser feita em conjunto com os especialistas em medicina do viajante e em oncologia, de modo a serem bem definidos os riscos e as estratégias a adotar. O tempo de estada e as condições da habitabilidade no destino são importantes ao equacionar potenciais problemas.

É essencial uma avaliação conjunta dos riscos de cada viagem com os médicos responsáveis pela sua saúde. Em fases menos dependentes de medicação imunossupressora pode ser possível reavaliar os riscos. Os destinos com temperaturas mais extremas (exposição solar, neve) representam riscos menores, desde que com bom senso e cumprindo as medidas de proteção nessas situações.


Texto: Jorge Atouguia (especialista em medicina do viajante)

Novo tratamento para leucemia matará apenas células cancerígenas

Um novo tratamento para leucemia que afeta apenas as células cancerígenas foi apresentado na reunião da Associação de Cientistas Farmacêuticos. Hoje, os tratamentos matam tanto as células que causam o câncer quanto as saudáveis, o que causa alguns efeitos colaterais no paciente, como fadiga, perda de cabelo, náuseas e depressão.
O líder do estudo, Peter A. Crooks, e sua equipe da Universidade de Arkansas, desenvolveram um potente composto que impacta apenas as células cancerígenas, e as matam quatro horas mais rápido do que os tratamentos comuns.
As moléculas usadas para criar este agente são estruturalmente similares ao composto encontrado nos tratamentos utilizados para tratar verrugas, pois eles impedem o crescimento celular.
O agente é capaz de atingir as células cancerígenas antes que elas amadureçam, portanto os que estiverem com a doença no estágio inicial poderão erradicá-la rapidamente. Esse procedimento será vital para o tratamento da leucemia mielóide aguda, que evolui com velocidade quando o tratamento não tem início imediato.
De acordo com Cooks, a próxima fase consiste em testar o tratamento animais e identificar métodos eficazes.

Chapecoense deu nome a Lei estadual que incentiva a doação de sangue e medula óssea

Nos olhos e palavras das pessoas que acompanhavam o ato de apresentação da Lei Patrick misturava-se sentimentos de saudade e esperança. A Lei 15.449/2011,que estabelece a última semana de junho,para de intensiva campanha de doação de sangue e medula óseea, é uma homenagem ao chapecoense Patrick Groth.O jovem lutou diversos anos contra leucemia, mas faleceu em junto do ano passado. O Ato de homenagem e apresentação da Lei ocorreu na Câmara Municipal de Chapecó. Uma proposição dos Deputados Estaduais Padre Pedro Baldissera e Antônio Aguiar, com a colaboração do vereador chapecoense Sergio Bráis Ziliotto.

Erica Konzen Groth, mãe de Patrick, se emociona ao recordar do filho. Ela conta que no período em que aguardavam por uma doação compatível, o filho sempre pensou em ajudar as demais pessoas que também sofriam da doença. “Meu filho sempre dizia: Mãe se nenhuma dessas medulas for pra mim, que seja para os outros, olha quantos tem ao meu redor. Ele sempre foi um rapaz de muita fé e garra. Ele lutou por um doador e não encontrou, mas agora o nome dele vai motivar e conscientizar o ser humano da importância da doação”, relata.

A campanha mobilizada em torno de Patrick conscientizou centenas de pessoas que foram até o Hemosc para serem doadores. De acordo com dados do Hemosc, o número de cadastros de medula óssea nos meses de junho e julho do ano passado passou de 80 para 350 mensais.

Para a mãe, todas as pessoas deveriam ser doadores a partir do momento em que nascem, pois o ato que significa um incômodo passageiro para o doador, representa a chance de viver para o paciente. A lei que leva o nome de Patrick foi assinada pelo governador do estado no dia 31 de agosto, data do aniversário da mãe de Patrick. “É uma grande honra para nós da família. Foi um presente que vai me deixar feliz por toda vida”, enfatiza Erica.

O ato foi marcado por muita emoção e solidariedade. Famílias que passaram por situações e histórias semelhantes à de Patrick, estiveram presentes e enfatizaram a importância da conscientização da sociedade em ser doador. Para o vereador Sergio Bráis, Patrick foi um exemplo de luta que merece ser lembrado e deve servir de incentivo a doação. “Um pequeno gesto pode representar a vida para muitas pessoas. Patrick nos deixou uma missão, a de lutar para aumentar o número de doadores de medula. Esperamos que essa lei, que leva o nome do jovem, possa salvar muitas vidas”.