
O alagoano Sérgio Porangaba, engenheiro mecânico de 36 anos, precisa urgente de um transplante de medula óssea. Sérgio, que atualmente reside em João Pessoa (PB), foi diagnosticado em 2002 como portador de Anemia Aplástica, doença que atinge a medula óssea.
Desde então, vários tratamentos foram realizados e hoje ele precisa receber transfusões de sangue semanalmente. Como todos os tratamentos possíveis já foram esgotados, a chance de cura agora está em um transplante de medula.
A família de Sérgio já fez o teste de compatibilidade e também buscou uma medula compatível no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), ainda sem sucesso. A busca agora é sensibilizar as pessoas para aumentar a quantidade de doadores registrados, pois quanto mais gente cadastrada, maior a probabilidade de encontrar uma medula compatível.
A doação de medula é um procedimento simples. O voluntário, que deve ter boa saúde e idade entre 18 e 55 anos, pode se dirigir ao Hemoal, no bairro do Trapiche. Antes do procedimento, ele preenche um formulário e é coletado apenas 5ml de sangue, que será utilizado para descobrir o código genético.
Os dados são remetidos para o Redome, no Rio de Janeiro e, caso seja encontrado algum paciente compatível, o voluntário é convocado para se submeter a exames que irão comprovar a compatibilidade com o receptor.
Transplante
O transplante de medula óssea é a única esperança de cura para alguns portadores de doenças que afetam o sangue. O doador não precisa mudar seus hábitos, trabalho ou alimentação. A doação é feita sob anestesia e não causa qualquer comprometimento à saúde do doador.