Serão realizadas esta semana duas palestras na Câmara sobre a Campanha de Possíveis Doadores de Medula Óssea, que está sendo organizada pela Ordem Demolay de Atibaia (Capítulo Danilo Edmir Trevisan) – sociedade paramaçônica juvenil – com apoio do vereador José Paulo Teixeira, que é médico atuante na cidade há quase 30 anos. As palestras acontecem dia 4 e 5, no plenário do Legislativo, a partir das 19h.Segundo o Instituto do Câncer, mil pessoas no Brasil procuram o transplante de medula óssea no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. Para se tornar uma doadora, qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde pode se candidatar. A medula é retirada de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias. Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente. Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado, que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.
Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação. Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em 100 mil. “É justamente a questão da compatibilidade que torna isso tão problemático. Além de contarmos com um cadastro pequeno, a probabilidade do candidato se tornar doador, é baixa”, explica José Paulo. Segundo dados da Ordem Demolay, enquanto nos Estados Unidos o cadastro de doadores de medula óssea conta com 9 milhões de pessoas, no Brasil o número não chega a 2 milhões.