Entre as internações no hospital de Ribeirão Preto e os dias na Casa do Grupo de Apoio aos Transplantados de Medula Óssea foram 14 meses longe, mas nem por isso Mariléia Garcia deixou de estar conectada à região sul do estado. O laptop foi a companhia de Mariléia até no hospital e com o Portal Engeplus aliviou as saudades de casa.Acompanhou as eleições, a reconstrução da igreja da Próspera e lembra de todas as enchentes que assolaram a região nos últimos anos. “Quando meus pais ligavam, eu comentava os acontecimentos e eles diziam que eu sabia muito mais do que acontecia em Criciúma do que eles. O portal foi meu companheiro e nunca deixei de ter notícias da região”, diz.
Além das horas na internet, a “menina dos olhos dos médicos”, assim chamada pela raridade no transplante entre mãe e filha, destinava o tempo livre ao artesanato. Com Tamires, que ficou acompanhou parte da recuperação da mãe no hospital, montaram um bazar. Uma pintava e a outra bordava até nas madrugadas. “Era para passar o tempo e transformou-se numa renda devido a tantos pedidos”, recorda ela, liberada para um passeio pela primeira vez 100 dias após o transplante.
“A luta foi muito grande. Nos primeiros dias após o transplante contei 10 mortes por rejeição ao meu redor. Foi ai que pediram para eu parar de contabilizar.” Hoje Mariléia continua acompanhando as notícias da cidade online e usa o meio virtual para manter a amizade com quem ficou no hospital.